Entenda as diferenças entre equipes multidisciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares

O médico André Manoel destaca que ambas apresentam conceitos distintos, mas que o mais importante é a abordagem e os benefícios dessa ação

 Prevenção, avaliação médica e tratamentos, são algumas das palavras que fazem parte do cotidiano de quem busca uma melhor qualidade de vida. Nem sempre cuidar apenas da alimentação, praticar atividades físicas e estar atento ao que o corpo fala, são ações que trazem bons resultados. Em alguns casos, é importante ter o acompanhamento de uma equipe de saúde. Que podem unir as especialidades durante a abordagem clínica e vislumbrar resultados mais satisfatórios.

E para que entender um pouco, e também conceituar algumas diferenças, o médico André Manoel, apresenta a multidisciplinariedade, a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade.

Antes de mais nada, o médico destaca que é preciso explicar que não há um número mínimo de profissionais para chamarmos de equipe multidisciplinar. Pois, segundo ele, é cada vez maior o número de profissionais de saúde que se subespecializam e atuam em áreas mais específicas a fim de conseguir ter uma visão mais integral do indivíduo.

No entanto, ele enfatiza que ao olhar o paciente de uma forma mais macro, cada profissional vai ter vivências e experiências muito diferentes. E com essa visão e conhecimentos diferentes, as conclusões dos quadros clínicos são mais assertivas.

“Quando a gente avalia sozinho é um tipo de esforço. Já quando reúne dois, três, quatro, cinco profissionais, esse esforço fica ainda maior. Essas consultas podem ser conjuntas para que haja uma discussão entre os profissionais na busca de tratamentos. E o mais importante, é que o paciente deve ser consultado e autorize esse acompanhamento multiprofissional”, enfatiza Manoel.

 

Entenda os conceitos das equipes:

Multidisciplinariedade: é uma equipe que visa fazer o cuidado de uma determinada patologia. Ela pode ser feita por mais de um profissional de uma área de atuação e não é preciso que as áreas se comuniquem entre si. No entanto, o médico responsável é quem fará a decisão pelo tratamento e os demais profissionais atuam na adequação da demanda do paciente. Um exemplo são as equipes de hospitais. 

Interdisciplinaridade: neste caso, a equipe se comunica entre si na busca em conjunto pelo melhor tratamento. Por exemplo, um médico e um nutricionista que trocam uma ideia a respeito das condutas e dos casos dos pacientes, a fim de haver uma integração na busca de tratamentos que tragam benefícios para o paciente.

Transdisciplinaridade: é considerada a mais moderna das três e a que o médico André Manoel pratica na clínica onde atua. “Acredito que essa interação de fazer contatos conjuntos com o paciente e ter múltiplas áreas ao mesmo tempo trazem muitas vantagens”, explica. Para o médico, quando há essa disposição de troca entre várias especialidades ao mesmo tempo, o beneficiado é sempre o paciente. Pois, esse cruzamento de informações transdisciplinares, ajuda a trazer à tona algumas particularidades. Manoel enfatiza, que é preciso sempre respeitar as limitações de cada profissão, de acordo com os órgãos reguladores.

Crédito: Arquivo Pessoal

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