Publicado por 8:15 pm Aniver SP

Aniversário de São Paulo: Rubaiyat reflete DNA da cidade que viu crescer

Acolhido pela cidade que viu crescer, grupo se tornou um de seus ícones, graças à mesma riqueza de sotaques e à força de trabalho que fez de capital paulista uma referência mundial

Construída à base de vários sotaques e incansável aposta na força do trabalho, a trajetória do Grupo Rubaiyat reflete a vocação da cidade que acolheu o imigrante espanhol Belarmino Fernández Iglesias em 1951, quando o Edifício Martinelli era referência única na arquitetura verticalizada de São Paulo. De lá para cá, a Pauliceia foi alçada ao status de metrópole com referência mundial em gastronomia, e o Rubaiyat cresceu e se multiplicou, transformando-se em um potente berço de oportunidades.

Hoje o grupo reúne sete casas, sendo duas na terra onde nasceu, uma em Brasília e uma no Rio de Janeiro, além de três endereços internacionais que levam a herança do “Seu” Belarmino ao Chile, à Argentina e à sua Espanha.
 

Um Mosaico de Culturas e Oportunidades

Fundado em 1957, o Rubaiyat é a tradução da “generosidade paulistana”, como diz Belarmino Iglesias Filho, que esteve à frente do grupo até 2017, quando passou o comando aos filhos, Victor e Diego, a terceira geração no comando da mais icônica marca do segmento de carnes à mesa no Brasil. A cidade que agora completa 472 anos é feita de gente que vem de fora para construir seus sonhos, e o grupo reflete isso em seu DNA.


Hoje, as unidades Faria Lima e Figueira reúnem colaboradores de 16 estados brasileiros. Dos 323 funcionários, São Paulo lidera, seguido por uma forte presença do Nordeste (Ceará, Bahia, Piauí e Pernambuco). Há ainda oito estrangeiros.


À diversidade de sotaques, soma-se o potencial do Rubaiyat para transformar a vida de seus colaboradores, promovendo ascensão profissional e, por consequência, progresso econômico e social, bem ao modo do que São Paulo fez com o patriarca dos Iglesias egresso da Galícia.


O grupo se orgulha de ter em seu quadro muita gente formada lá dentro. São pessoas que lá chegaram para executar funções básicas, como lavar pratos, e que hoje ocupam postos de liderança. Essa cultura do Rubaiyat criou uma relação de confiança profunda entre a casa e seus clientes, a ponto de muitos garçons serem chamados pelo nome por seus frequentadores.


Marcos Arquitetônicos e Respeito à Natureza

A presença do Rubaiyat em São Paulo não é mera obra do Cep. O grupo tem prazer em contribuir para o desenho da paisagem urbana. A unidade Faria Lima, que celebra 50 anos, está abrigada no Edifício Hyde Park, projetado pelo mestre Ruy Ohtake. O espaço, aliado à competência do atendimento, permite que o inquieto universo das finanças se renda à gastronomia de excelência, sem deixar de honrar os rigorosos prazos impostos ao mercado.


Já o A Figueira Rubaiyat, completando 25 anos, é um símbolo de preservação e um cartão postal dos Jardins. O restaurante da Haddock Lobo foi construído ao redor de uma figueira centenária, patrimônio ambiental, monitorada semanalmente por biólogos que garantem sua saúde. É um respiro verde e um gesto de respeito à cidade.

Tradição em Movimento

Agora sob a liderança da terceira geração, o grupo atende mensalmente a mais de 40 mil pessoas no Brasil. O cardápio, que incorporou sabores e técnicas brasileiras às raízes espanholas e mediterrâneas, inclui pratos como a paella e o polvo na brasa. “É uma homenagem à comida autêntica, sem disfarces”, atesta Belarmino.

“São Paulo para nós significa tudo. A gente acompanhou a cidade na sua pujança, crescemos com ela e tudo ela nos deu,” completa.


Do café da manhã da Padaria Rubaiyat e do expediente no Empório – que oferece a experiência de levar para qualquer lugar o toque artesanal da gastronomia da casa – aos drinques servidos até altas horas, o Rubaiyat segue o fluxo da “cidade que não para”, celebrando o passado enquanto ajuda a escrever o futuro da gastronomia paulistana.

Crédito foto: Marcus Fabrinni/Divulgação.

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