Em uma realização da 30e e com apresentação do Itaú Live, espetáculo chega à Arena da Baixada após reunir mais de 100 mil pessoas em São Paulo; os últimos ingressos estão disponíveis pela Eventim
Poucos símbolos têm tanta força na memória afetiva dos brasileiros quanto a icônica nave da Xuxa. A fumaça invadia o cenário, a música começava e um veículo espacial chegava à Terra. Dele, descia uma figura de sorriso aberto, pronta para convidar todo mundo — baixinhos e altinhos — a embarcar numa viagem na qual a alegria, a música, a fantasia e a amizade se encontravam. Mais do que uma abertura de programa de televisão, aquilo era um ritual de encantamento. Uma passagem para um reino onde tudo era possível. E a nave, além de um elemento cenográfico, se tornou um portal para um universo onde os sonhos ganhavam forma. Neste sábado, 26 de setembro, Xuxa chega com “O Último Voo da Nave” a Curitiba, para subir ao palco da Arena da Baixada. Realizado pela 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo, e apresentado pelo Itaú Live, plataforma proprietária de música do Itaú Unibanco, o “xou” marca a despedida da icônica nave e revisita diferentes fases de uma das trajetórias mais importantes do país. A abertura dos portões é às 17h e o início está marcado para a partir das 20h, com classificação etária de 16 anos, sendo permitidos menores de idade apenas acompanhados pelos pais ou responsável legal. Os últimos ingressos estão disponíveis pela Eventim (acesse aqui).

“O Último Voo da Nave” percorre mais de quatro décadas da história da artista com tecnologia, cenários inéditos e personagens que marcaram a infância de milhões de brasileiros. O show é dividido em seis atos. O primeiro faz referência ao Xou da Xuxa, seguindo para o Reino Encantado, XSPB, Xuxa Park, Planeta Xuxa e Lua de Cristal. Cada fase com músicas icônicas de etapas de sua carreira, como “Xou da Xuxa”, “Hoje é Dia de Folia”, “Tô de Bem com a Vida”, “Estátua”, “Cabeça, Ombro, Joelho e Pé e “Marquei um X”.
A nave, que sobrevoa a plateia a quatro metros de altura dos fãs, é toda iluminada e é idêntica à que Xuxa usava nos anos 80 e 90. O show abre com a rainha descendo, como se estivesse dentro do “objeto não identificado”, ao som de “Doce Mel”, um de seus maiores sucessos. Ao final da canção, ela constata: “O Xou da Xuxa começou”, assim como fazia em seus programas.
Em um dos momentos em que a artista conversa com o público, destaque para quando ela canta “Tô de Bem com a Vida”, fazendo a plateia relembrar que ser feliz é uma de suas principais ideologias. ”Nossa, eu tenho muita coisa para falar. A energia e o carinho de vocês faz eu me sentir uma estrela. O brilho de vocês brilha em mim. O que eu quero é ver vocês muito felizes. Então solte o baixinho, brinque, se divirta. Esse é o meu maior sonho”, diz Xuxa, emocionada.
A entrada das Paquitas também traz uma nostalgia ao espetáculo, já que a formação é com parte da integrantes que acompanharam a história de Xuxa. São 13 “oficiais” cantando clássicos, como “Quem quer pão”. A partir daí, entra o bloco dedicado ao Xuxa Só Para Baixinhos, um dos projetos infantis mais bem-sucedidos do país, seguido por Xuxa Park e Planeta Xuxa, ambos aumentando a atmosfera do estádio com canções como “É de Chocolate”, “Eu Tô Feliz”, “Giro do Planeta” e “Libera Geral” e “Ilariê”, esta última cantada em três idiomas. “Lua de Cristal” aponta que a noite já está prestes a acabar, emocionando a plateia com sua mensagem.
Foto: Divulgação.